História da Cidade

Origem de Itabaianinha

Apelidada de Princesa das Montanhas, pelo poeta sergipano João Pereira Barreto, devido a sua localização privilegiada, nossa cidade nasceu assim, acanhadinha, ao redor dum pé de tamarindo, conforme nos revela a tradição oral dos mais antigos moradores deste lugarejo. De acordo com esses informantes, tudo começou com a chegada dos primeiros tropeiros e retirantes, que se arranchavam à sombra dessa árvore frondosa (derrubada pelo machado do progresso) e ali conferenciavam futurosos, já que o lugar oferecia boas condições para pouso e terras de primeira para criação de gado.
Logo, esses nômades aventureiros ergueram uma vintena de casas de sopapo em diferentes pontos da nascente vila. Construíram uma capela, para abrigar os capuchinos nas quadras de Santa Missão, quando esses andarilhos apareciam por aqui, falando no fogo do inferno e nas aflições do purgatório. Os matutos se benziam e procuram fugir do paganismo e da fornicação através da pia batismal e dos arranjos de casamento.
Há, também, outra versão acerca do surgimento de nossa urbe. Ei-la: tropeiros vindos de Itabaiana Grande tomavam pouso num oiteiro situado nas cercanias da nascente povoação (Oiteiro do Urubu) e ali dançavam e contavam a noite toda, graças aos requebros de uma baiana faceirosa que os acompanhava e que era uma carrapeta na dança do coco. Assim, açulados pelas negaças da dançadeira e avinhados de pindaíba, a tropeirada batia palmas e bradava: “Êta baianinha gostosa!” “Êta baianinha boa!” E dessa forma, por aglutinação, surgiu o nome da Itabaianinha.
Em 06 de fevereiro de 1835, quando foi desmembrado da freguesia de Nossa Senhora do Tomar do Geru, o supracitado povoado ganhou a denominação de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Itabaianinha. Mais tarde, a 19 de setembro de 1891, através da lei n°3, nosso vilarejo passou à categoria de cidade, mas só foi declarada de maior, em 19 de outubro de 1915, pela lei n°680.
Situa-se na região centro-sul do Estado, a 118 quilômetros de Aracaju. Possui uma área de 493,472 km² e sua altitude é de 225 metros acima do nível do mar. Fica entre as serras do Babu, na divisa com Riachão do Dantas; Serra dos Cavalos, Ilha e Catamba, nos limites com Tobias Barreto; Pedra Branca, Brejo, Bica, Quissamã e Alto do Urubu, a leste do município. Suas coordenadas geográficas são 11° 16 2’’ de latitude sul, e 37° 48 57’’ de longitude WGR. Possui um clima de transição semi-árida, com uma temperatura média das máximas de 36 graus centígrados, e a mínima de 15. O solo é rico em argilas vermelhas e cinzentas, muito usadas na indústria cerâmica. Ao Norte, é banhada pelo rio Arauá; e ao Sul, pelo Itamirim. Ambos temporários.
Faz divisa com os municípios de Tomar do Geru, Umbaúba, Arauá, Pedrinhas, Riachão do Dantas e Tobias Barreto. Segundo a última contagem do IBGE, feita em 2017, a população atingiu a soma de 41.961 habitantes.

 

Santana, Juraci Costa.
História de Itabaianinha: A Cidade dos Anões.
P. 11-13

 

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